Blog da Claudete


17/08/2008


Conjugando o verbo Amar...

                   

Eu me amo

Eu me amo

Eu me amo.

                 Por isso...

 

Você me ama

Você me ama

Você me ama.

                 Por isso...

 

Nós nos amamos

Nós nos amamos

Nós nos amamos.

 

                Por isso...

Tenho que me amar primeiro

Para amar você e todos nos amarmos.

 

                   Escrito por Maria Claudete

 

Esta foto é o amanhecer através da minha janela.

                    

Escrito por maria claudete às 06h53
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13/08/2008


13 de Agosto, Dia Feliz!

                     Há muitos mitos e superstições quando se faz  referência ao dia 13 de agosto, e, de arrepiar , para muitos, se cair numa sexta-feira!

                     Bem ,cresci , ouvindo várias coisas a respeito do fatídico dia. Nada do

que escutei   motivou-me a crer nas fatalidades que  ocorriam em decorrência    das

crenças .

                     Lembro que havia um astrólogo ( ?) , respeitado na mídia escrita  e televisiva, não sei se posso  dizer o nome, que dizia : “ 30 dias antes do seu aniversário, você mergulha num inferno astral, que só termina após o dia do seu aniversário”.Bem , para não ser muito incrédula, procuro sempre aguçar melhor minha atenção ao que ocorre ao

meu redor  neste período , e, coincidência ou não, ou quem sabe pelo fato de ficar mais atenta, realmente, parece que o mundo gira um pouco diferente, mesmo.

 

                    Intensifico minhas couraças e aguardo com galhardia o meu dia: 13 de agosto, meu aniversário!

                   Hoje está sendo um dia muito feliz para mim, estou viva, biologicamente e

emocionalmente, e esta reciprocidade é que me faz ver o que  realmente é importante

nesta etapa da vida.

                   A Virgem de Fátima escolheu um dia 13 para se revelar aos três pastores, que referência melhor para mim que sou católica do que esta? Sinto-me agraciada.  E quer saber? Sempre tive muita sorte, também, claro que sempre trabalhei

para que as coisas dessem certo na minha vida. Os percalços ocorreram, mas não me

deixei contaminar pelo fato de ter nascido num dia que se acredita cheio de azar

.

               Obrigada a minha família, aos meus amigos, aos meus clientes, a todos que me lembram que é muito bom continuar buscando fazendo-me sentir que ainda estou

entre eles , que a vida é bela  e que ainda vale à pena vivê-la.

              Amo todos vocês.

 

 

 

               

                  Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 11h14
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06/08/2008


Revirando o Baú...

 

 

 

                     O lugarejo onde nasci era lindo, só que na época, eu não sabia...

perceber e compreender a beleza do que me cercava , demorou muito tempo, mesmo porque o ideal de todo jovem que mora no interior nordestino  é viver na Capital.

                    Lembro que, como meu pai era vereador, nesta época o edil não era pago para exercer o papel de defensor da comunidade, através de um amigo nosso, Dr. Ribeiro Godoy, Deputado Estadual, já falecido, consegui realizar o sonho de estudar na Capital.

                   Foi uma verdadeira odisséia, primeiro tive que vencer a resistência dos meus pais, afinal nem conhecia direito a cidade a qual pertencia o lugarejo, quanto mais

Recife, onde não havia ainda posto os pés até os 19 anos.

                  Bem, de inicio , não foi nada fácil para mim, tive que morar na casa de uns amigos e compadres dos meus pais, exigência da minha mãe. Acontece que sempre fui

uma garota independente e  já tinha uma profissão, era Professora Primária .Graças    a

isto é que pude ser transferida e lotada na Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco.

A principio fiquei como Secretária da Diretora do Departamento de Educa

ção Primária – Dona Maria Elisa Viegas de Medeiros- que teve muita importância nos rumos que dei a minha vida. Foi dela que ouvi a primeira frase que motivou e regeu meus anos de Faculdade e posteriormente também: “Minha filha aprenda uma coisa, pobre tem que sair de baixo dos cacos de vidro e dizer quem é ninguém vai procurá-lo lá” (sic).

                  Durante muito tempo meditei sobre a profundidade da frase, confesso que

fiquei algum tempo sem entender , mas a  medida que tudo acontecia ao meu redor  e as solicitações se faziam presentes,  fui  assimilando e procurando sempre dar o melhor de mim em tudo que fazia sem questionar se era ou não aquela a tarefa que minha função exigia. Não que quisesse me destacar, ser melhor que os outros, mas exercitar a confiança e responsabilidade que em mim havia sido depositada era ponto de honra para mim.

                Dona Maria Elisa queria que eu cursasse uma Faculdade na Área de Educação, mas optei pela Odontologia, e de certo modo segui seu conselho, pois me dediquei após concluir o Curso, ao Magistério Superior, e conclui que, antes de mim, ela havia percebido a minha verdadeira vocação.

                Nunca desisti de ir à luta, e nunca fiquei intimidada diante dos obstáculos que fui encontrando pelo caminho. Lembro que meu primeiro Concurso Público para Auxiliar de Ensino da Universidade Federal Rural de PE, concorri com pessoas de melhor  Currículo , vez que eu era recém formada , apenas havia exercido monitoria na Disciplina exigida e  era citada em trabalhos de Pesquisa Cientifica sobre  o Timbu ( Didelphis paraguaiensys ) dos professores Newton Macha ( USP) e Robério Neves(UPE).

               Pois bem, venci o concurso em primeiro lugar e o Magistério consolidou-se como minha primeira paixão. Ensinei nas Faculdades de Odontologia de PE e de Caruaru. Não hesitei no começo de tudo de abrir mão de um salário melhor na Secretaria de Educação, em prol daquilo que acreditava ser melhor para minha realização pessoal.

              Todo este revival manifestou-se após uma saudade intensa da minha vidinha interiorana e a percepção de que tudo mudou, até o meu pacato lugarejo, a paisagem até que é a mesma, parece que lá o tempo parou, entretanto as pessoas são outras e a estagnação levou o lugar a se tornar apenas um “dormitório”: as pessoas trabalham nas cidades próximas e vai lá apenas dormir.

             Sinto-me aprisionada nas lembranças de um tempo vivido, mas sabedora que o meu presente foi construído e desejado por mim, logo, resta-me apreciar a singeleza do reduto onde tudo começou e compreender a sabedoria da temporalidade do que restou.

Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 13h19
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30/07/2008


Coração Libertário.

                 

                          " Nenhum Poder Humano consegue forçar o impenetrável reduto da liberdade

                            de um Coração" ( François Fenelon, Escritor).

 

                                      Somos o que somos porque assim queremos porque assim persistimos em sermos nós mesmos.

                   A vida , o cotidiano em sí sempre estar a nos espreitar e pregar surpresas, boas, más ,palatáveis  ou não,

                   cuja "digestão" pode acarretar estupefação ou simplesmente uma reação de inérca diante destes acontecimentos.

                                      Refletindo acerca da referida frase  conseguimos compreender melhor porque somos e   permancemos  imunes  ,  

                   porque somos poderosos quando defendemos nossas razões , nossas convicções. 

                                                O coração do homem foi feito para amar, compreender e perdoar , por mais que  se tente demosntrar

                    o contrário , a liberdade de comando jamais será forçada por outrem , posto que  iríamos de encontro  ao que foi

                    transmitido  a todas as gerações , como ensinamento de Jesus, vindo do Pai: o livre arbítrio.  

                                       O livre arbítrio implica em Liberdade    em todas as vertentes que levem o homem  à sua verdadeira  

                    integridade  , num processo e busca constante da verdade.  

                                        É evidente   que toda procura gera tropeços, toda trilha a caminhar é passivel de espinhos, abismos   e

                    incertezas  e aí é que se  justifica a emissão do nosso "passaporte" para a Vida , pois este não é confeccionado por      

                    nenhum Departamento  Geral , é especificamente  produzido por cada um de nós , vez que nesta viagem o carimbo  do Passaporte  também é nosso.

 

Escrito Por maria Claudete

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por maria claudete às 16h30
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25/07/2008


Coração em Explosão de Luz!

"Ao Cometer um Equivoco, recomece imediatamente"( Perfect  Liberty)

 

         O ser humano é falho, os atos podem ser falhos, nem sempre propositais, mas cheios de dureza para quem se sente atingido por eles. Diante do exposto só nos resta corrigir o que se supôs incoerente e inoportuno , só assim teremos flexibilidade.       

                  Divagando , preenchemos lacunas e com o coração explodindo de luz, mesmo quando tudo  se torna vermelho sangrento , continuemos sonhando e tendo esperança!

                  O que importa são os pequenos gestos de pedir perdão e compreensão  mesmo que não nos sintamos culpados.

Que venha a Luz! Que se propague  o Amor e não a Mágoa!

Escrito por Maria Claudete

 

 

 

 

        

Escrito por maria claudete às 18h43
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17/07/2008


Ver e Enxergar...

Ao abrir a minha caixa  de e-mails deparei-me com um texto de Rubem Alves “ A Complicada Arte de Ver”, que levou-me a repensar e perceber como tenho sido  ranzinza com meu marido, por tantos anos, apenas por não ter compreendido que

tudo que ele via era com olhos de poeta.

            Explicando: mulher nenhuma gosta de ver teias de aranha espalhadas pelo teto da casa e adjacências; mulher alguma se sente confortável ao ver ervas daninhas crescendo no meio da grama, esperando que elas se destaquem para serem arrancadas sem prejuízo do gramado, apenas para exemplificar, pois coisitas mais que para mim eram muito esquisitas e motivo de raiva também aconteciam.

            Por mais que ele tentasse justificar e lutar pela permanência do que achava justo, nada me convencia do que achava despropósito e provocação.

            Após ler o texto enviado, passei da observação à indagação e sem atropelo,

fui levada a parar um pouco e  acompanhar a beleza e firmeza do trabalho da aranha na elaboração da sua teia, perfeito, milimetrado, sem falhas. Pude observar como insetos ficavam presos naquela armadilha. Enquanto meu marido enxergava a beleza da arte eu conseguia ver, agora, além disso, a utilidade.

            Ver e enxergar são duas coisas distintas, tanto que Rubem Alves faz alusão

a   William Blake que afirmou: 'A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê'. Resumindo, enxergamos porque temos olhos, mas somos cegos quando não vemos além da nossa percepção.

           O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. (Rubem Alves).

           Viver é continuar aprendendo, e aprendi  uma coisa muito importante , nunca devemos desprezar a capacidade de alguém observar o belo nas pequenas coisas da Vida , e que naquilo que achamos pequeno  existe grandiosidade.

           Na relação a dois e, também, com os outros temos que aprender a ver com o coração antes da razão porque corremos o risco de sermos impertinentes e injustos.

           Colocar poesia no que vemos não significa mascarar o mundo  que cremos real , é muito mais , é pintarmos com cores suaves , com música que nos eleve, e nos conduza à intimidade da magnitude de tudo que  representa vida .   Quem sabe assim possamos trilhar caminhos dolorosos com mais firmeza e, sobretudo, com mais certeza.

          

            “Os poetas ensinam a Ver” ( Rubem Alves)

 

         

 

p.s. O e-mail foi enviado pelo amigo Ronaldo Honório (honorwald@hotmail.com)

 

Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 17h18
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10/07/2008


Levitando no Tempo...

 

 

               Certo dia um amigo muito feliz contou-me ter encontrado o amor de sua vida, e sempre que nos víamos, a ladainha se repetia, até que de tanto ouvir suas narrativas e peripécias amorosas, sugeri que estava bastante curiosa e gostaria de conhecer a linda donzela que motivara tanta paixão.

               Bem, a jovem era muito bonita, tinha uma irmã gêmea e eram as únicas filhas de um pai militar e uma mãe extremosa e dedicada exclusivamente ao Lar.

               O namoro ia de vento em popa, como convinha à época, sem muita intimidade. Para facilitar as coisas o irmão do meu amigo acabou namorando com

A outra irmã.

               Quando o namoro já completava um ano, aconteceu o inesperado, a mãe

Das jovens faleceu subitamente, meu amigo viu-se diante de um dilema, achava que deveria casar logo, mas nem sequer havia noivado...

               O irmão já havia tomado há muito a decisão de noivar e já estava casado.

Aí é que entrei na história dos dois. Meu amigo queria a minha opinião do que fazer e acataria o que eu decidisse, imaginem que responsabilidade, a menina ainda ia completar dezoito anos...

                Nesta hora pedi luz e lembro que intimamente questionei-me se o amor

propalado e tão decantado por ele era real.

                Falei o que me veio à mente: sugeri que fizesse um quadro mental, imaginasse aquela moça linda em situação diversa daquela  ou seja feia, doente, e se diante de tudo ele continuasse sentindo amor e não compaixão, casasse!

               Os nossos caminhos tomaram rumos diferentes, mas soube que o casamento foi realizado e após tantos anos sem noticias, reencontro-os felizes, com filhos bem encaminhados profissionalmente e gratos por ter sido o “cupido” desta história de amor.

               Nem preciso falar da minha alegria e alívio pelo final estar sendo tão feliz.

O segredo: eles me disseram que sempre que pinta uma dificuldade, fazem  “quadro mental”  e encontram as respostas.

               Confesso que alguma vez na vida utilizei este “recurso”, mas acho que de hoje em diante vou fazê-lo com mais freqüência.

                Também não sei explicar se apenas a vontade de que tudo dê certo realiza a concretização do desejo, ou se forças outras interferem.

                Quem sabe a tão discutida Lei do Universo Trabalhando Em  Seu Favor

Seria  a catalisadora de todas estas reações?

 

                O que importa é que o Amor é simples quando não se complica a existência dele.

 

Por Maria Claudete

 

              

 

 

               

Escrito por maria claudete às 18h58
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03/07/2008


Escuridão e Luz...

Escuridão e Luz

 

 

 Na escuridão dos corações dilacerados pela incompreensão

Que se faça luz...

 

Na escuridão das almas que  flutuam sem rumo na imensidão  da dor

Que se faça luz...

 

Na escuridão do desamor que corrói sem  dó o que  restou

Que se faça luz...

 

Na escuridão  dos seres torturados  pela  vaidade do homem

Que se faça luz...

 

Na escuridão  daqueles que usando de força bruta  perseguem

Os que lutam pelos seus ideais

Que se faça luz...

 

Na escuridão  da mente  povoada pelo medo de viver

Que se faça luz...

 

Na escuridão que impede a  liberdade de expressão  e aniquila  a criatividade

Que se faça luz...

 

Na escuridão dos manipuladores dos direitos constituídos

Que se faça luz...

 

Na escuridão dos que  procuram corromper  a vida de uma criança

Que se faça luz...

 

Na escuridão  dos  manipuladores da consciência humana

Que se faça luz...

 

               que se faça luz onde a claridade está sendo aprisionada.” ( Claudete   reportando-se a Pablo Neruda  no poema  :Se cada Dia  cai...)

 

Escrito por maria claudete às 15h25
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30/06/2008


Amor e Loucura....

♥ "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
F. Nietzsche

 

 

                    Hoje está sendo um dia particularmente feliz para mim. Comecei a indagar-me quais motivos estariam sendo determinantes para o acontecimento.

                    Pois é, estou naquela fase da vida em que a observância de pequenos

detalhes podem dizer tudo.

                     Pela madrugada acordei com o som melodioso, mas estridente, vindo

não sei de e onde, de uma banda tocando músicas de forró;

                     Como não consegui mais “pegar no sono” resolvi sair da cama e brindar o dia que amanhecia com um gostoso café.  Para minha surpresa, a empregada ainda não havia chegado;

                    No meu celular, o toque de torpedo se faz ouvir: a justificativa para a

ausência lá estava. Só que, convém salientar, a  dita cuja  já havia estado ausente , para os festejos juninos , 04 dias.

                    Bem, tive que preparar o desjejum para todos de casa, às pressas, porque o dever me esperava: o trabalho. É... ainda sou contribuinte ativa, apesar de aposentada do Serviço Público.

                    No Consultório entre um atendimento e outro tive que administrar compra de passagens, trecho Recife/Rio de Janeiro/Recife , e... lá vem  a manchete do dia: as passagens haviam aumentado  com tarifas que variavam de 25 a 65%.

                    Pois bem , quem é dona de casa  e mais alguma coisa sabe que os motivos citados seriam o suficiente para tirar qualquer um do sério , inclusive eu.

                     Então é que a frase de F.Nietzsche me fez refletir que alguma coisa em mim havia mudado , e para melhor,  descobri que se olharmos com amor tudo que está nos acontecendo , as coisas começam a fluir  .

                     Não importa se aparentemente é loucura , o que vale são as razões da loucura que nos faz e aos outros felizes

                     De hoje em diante, quero transformar todas as adversidades em momentos de amor.

 

Escrito por Maria Claudete

 

 

 

 

 

    

Escrito por maria claudete às 14h05
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27/06/2008


Morte...

 

 

Fecho os olhos, janelas da minha alma.

Deixo-me, tal qual ser em eterna busca,

mergulhar na profundidade dos meus pensamentos.

Devaneios, visões alucinantes, épocas distintas.

 

Vejo-me agora, peregrina dos caminhos percorridos.

Vejo-me criança: sonhadora, patética criadora de castelos.

Vejo-me adolescente: muitos sonhos realizados, muitos arruinados,

 posto que, segues incessante, oh Morte!

 

 

Como um rompante, minha mente se decompõe.

Fragmentos espalham-se aleatoriamente no meu tempo;

Antevejo o que na lucidez, do que chamam sensatez,

que a Morte se fez presente.

 

Morrer, renascer para a Vida!

Morrer, partir para a Eternidade!

Não, a Morte não é uma mera passagem.

És tu, oh Morte, passaporte da minha identidade.

 

Prossigo na minha viagem;

Vejo-me adulta e faço a descoberta.

Se não fora tu, Morte das causas perdidas,

Morte dos amores não correspondidos,

Morte dos sonhos impensáveis,

O que seria eu?

 

És tu, oh Morte, minha senha

Para a Vida.

 

29.04.07

Maria Claudete Ferreira Herculano Batista

 

Obs: Este poema faz parte do Livro de Poesia Interativo -Coração de Poeta-

           que estará na Bienal do Livro de São Paulo a realizar-se em Agosto de 2008.

 

                                                                 Comentário , estava  muito fragilizada ao compor este poema, entretanto não enxerguei a Morte como um fim e sim como um recomeço na minha Vida.

Escrito por maria claudete às 07h54
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24/06/2008


Sem Palavras...

                     Sempre fui uma pessoa alegre, loquaz, e contagiante.

Segundo definição de uma pessoa observadora, alguém que pontua!

                     Pois bem, estas “qualidades” parecem incomodar e podem nos colocar

Em situações de constrangimento, quando esquecemos de colocar um “freio” em nosso

Entusiasmo e relaxamos um pouco neste policiamento.

                      Pergunto-me: por que tem que ser assim? Onde fica a autenticidade das pessoas, que necessitam por imposição de uma sociedade permeada pela hipocrisia, ter que fazer parte desse jogo?

                      Não pretendo virar a mesa, mesmo porque, analisando friamente o que aconteceu, até compreendo que o limite de cada um deve ser respeitado.

                      O foco é a percepção, da linha tênue que separa o que pretendemos dizer, daquilo que é “absorvido”por terceiros.

                      E, acreditem, para quem nunca havido vivido a experiência, a explosão

Vinda de quem faz parte do nosso círculo de amizade foi inquietante.

                      Estou tentando digerir o acontecido e com certeza, o aprendizado virá

E lição proveitosa será tirada, afinal nada melhor do que o passar do tempo para nos

Mostrar o caminho a seguir.

 

Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 07h59
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21/06/2008


Recordações de Uma festa de São João...

                                   Era uma bela tarde que prenunciava uma linda noite de São João.

                                   Naquela época remota da minha adolescência, a empolgação já tomava conta da minha vidinha de interior e das amigas e confidentes fiéis.

                                   Planejávamos, confabulávamos  como seria a condução de todos os festejos na véspera e o que faríamos para prolongarmos os momentos vividos no dia consagrado a São João.

                                   A rua principal do lugarejo já estava toda enfeitada com bandeirinhas e balões feitos pelos jovens  e em frente de cada casa estava lá como figura de destaque a fogueira, que seria queimada  pelo dono da casa, religiosamente às 18 horas.

                                  Na sede do Clube local, além da Orquestra de Seu Filemon que ensaiava para tocar à noite, estava também Lau, o sanfoneiro, que nos brindaria com seu  forró incendiador.

                                  Quitutes da época: pamonha, canjica, pé-de-moleque,

Arroz doce, milho assado, milho cozido, maria-mole, quentão, vinho de jenipapo sarapatel também o mungunzá para ser degustado no final da noite entre tantas outras guloseimas.

                                   A nossa preocupação era vestirmos uma bela roupa de matuta dançar a quadrilha e fazer bonito, afinal vinha gente da cidade e da Capital  festejar conosco.

                                    Claro, suspirávamos só de pensar que algum moço bonito poderia olhar para uma de nós, dançar e flertar ( era assim que se falava na época).

                                    Tudo era muito ingênuo e puro, é certo que havia algumas exceções... porém raramente comentadas , por motivos óbvios.

                                     Lembro que ao cair da tarde havia o casamento matuto, os noivos  apropriadamente vestidos vinham numa carroça enfeitada puxada por Jumentos, seguidos pelo cortejo à pé constituído pelo vigário, testemunhas e convidados , percorrendo a rua principal até a  sede do Clube local, onde seria realizado o “casório”.

                                     Era um momento impar! Muito divertido e caloroso e com muito foguetório. Recordo, com carinho e saudade que fui “noiva” de casamento matuto.

                                     Havia uma prevenção contra ser “noiva”, pois se dizia que se a jovem estivesse namorando e o “noivo matuto” fosse outro, o namoro acabaria. Coincidência ou não, meu namorico terminou.

                                     Ao redor da fogueira fazíamos adivinhações e simpatias para sabermos desde quem seria nosso futuro marido até quem ficaria no “caritó”.

                                     Tempos  bons  aqueles, pois trazem felizes recordações.

Aqui, no Nordeste, continuamos com as nossas tradições, os festejos juninos, mesmo mais estilizados ainda representam esta parte da nossa cultura que permanece viva.

                                     Que venha o brasileiro de outras regiões curtir este lado de um País de dimensões continentais de cultura tão diversificada e genuína.

                                     Viva o São João Nordestino!

Escrito por maria claudete às 15h22
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16/06/2008


Exorcizar e Incorporar...

Quando diante do tempo que transcorre

Divago com a mente entorpecida

Buscando e patinando neste nevoeiro

Estou exorcizando...

 

Quando pressinto as brumas se afastando

O nevoeiro se distanciando

A minha mente se energizando

Estou incorporando...

 

Exorcizando mortes prematuras

Exorcizando falta de credibilidade

Exorcizando desamor

Exorcizando a maldade.

 

Incorporando luz

Incorporando Amor

Incorporando Bondade

Incorporando Fé.

 

Diante do tempo me coloco

Diante do templo oro

Diante de Deus imploro

Quero  os males exorcizar

Almejo a caridade incorporar.

 

 Escrito Por Maia Claudete

Escrito por maria claudete às 19h02
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12/06/2008


Selo Blogs Legais do UOl

Fomos agraciados  com este selo do  uol, estamos agradecidos por isso. Procuraremos ser dignos desta  honraria.
Obrigado comunidade de blogueiros do uol.
 
Maria Claudete