Foto de Chiara no telhado em momento de pose explícita.
Para falar de paixão, descobri que, primeiro temos de avaliar nossos medos que tolhem a capacidade de exercitar o amor em toda sua plenitude.
Amar o ser humano, as plantas, os animais, a natureza , enfim tudo
Que constitui a vida é uma premissa cercada de perspectivas em relação ao objeto do
Amor de cada um.
Guardadas as devidas proporções a dimensão do Amor se equivale independente do foco, ou seja, ama-se com a mesma intensidade e nuances o humano
O animal de estimação, a plantinha que regamos a natureza que nos cerca.
Por que então o temor de apaixonar-se? Por que colocamos cadeado, e ainda jogamos as chaves fora, nas nossas emoções?
Com certeza é buscando estas razões que justificamos tanta confusão inútil e disfarçada na nossa caminhada para uma libertadora conquista.
Sempre mantive certa distância de gatos, achava que iriam intensificar minhas crises de asma, transmitir doenças , além do que os seus miados não me eram agradáveis. Acontece que sempre os gatos procuravam aproximação comigo.
No fundo do baú das recordações lembrei que tivemos em casa há muitos anos, pelo menos uns 04 a 05 gatos que circulavam o tempo todo com se fossem os donos da casa.
Pois é, certo dia preparei uma saborosa lasanha , retirei do forno e
Coloquei na mesa da cozinha. Enquanto atendia ao telefone os gatos subiram na mesa e fizeram a festa: comeram quase tudo e ainda saíram correndo e espalhando lasanha pela casa toda.
Fiquei possessa de raiva ( perdão Jesus!) , mais ainda porque os comilões que iriam degustar a dita cuja não paravam de rir da minha cara.
Foi realmente hilário, porque ainda cometi a burrada de ficar correndo atrás dos gatos com um cabo de vassoura.
Prometi que nunca mais olharia para gatos. É... Tive uma recaída, apareceu do nada circulando no quintal e nos telhados uma gatinha com cara de esfomeada, abandonada não sei por quem e vinda não sabemos de onde.
Ficamos com pena da coitadinha, minha filha colocou leite no prato e
a fome era tanta que a pobrezinha tomou tudo muito rápido e sumiu.
Saímos para nossos compromissos e somente voltamos à noite, julgávamos que ela não voltaria. Errado! Não só voltou como foi ficando, ficando e
agora é a rainha da casa. O nome Chiara foi dado por Juliana (do Blog Felis catus).
Estava devendo a você, Juju, um post sobre a Chiarinha, que está uma fofura posando no telhado . Agora mesmo ao estar escrevendo este texto aqui no Consultório, atendi o telefonema de minha filha preocupada porque ela não quer comer. Acontece que eu não sabia que os gatos são muito seletivos, estava dando a ração Whiskas peixe, comprei a whiskas carne e leite, esta ela cheira e não aceita de jeito nenhum!
Por aí vejam como a fofura está delimitando seu terreno! Bem fiz duas descobertas, descobri a causa da minha hostilidade a gatos e que se não queremos gatos subindo para pegar nossa comida devemos alimentá-los apenas com ração.
Aprendi que o carinho é tudo , que o gato é companheiro e também é fiel ao dono. Todos os dias ela me espera na porta do nosso quarto, sem fazer barulho,
Gosta de estar onde tem gente, mas parece nos dizer quando chega alguém não muito receptivo, pois fica desconfiada e não se aproxima.
Parando a babação, gostaria de relatar a vocês um fato que me impressionou. Há dois anos estávamos no velório de uma amiga , quando o seu gato de estimação subiu na cama , cheirou todo o seu corpo, miando e depois sumiu... Até hoje!
Soube depois que é um comportamento comum aos gatos de fidelidade ao seu dono. Ele parte em busca de outro lugar onde sua presença se faça necessário.
Não sei o porquê, mas a Chiara chegou num momento muito especial
em nossa casa, acolhemos como fazemos com tantos cães vira-latas , abandonados , que aparecem por lá .
Com certeza , das crianças e dos animais é o “Reino dos Céus”!
Escrito por Maria Claudete
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