Blog da Claudete


27/06/2008


Morte...

 

 

Fecho os olhos, janelas da minha alma.

Deixo-me, tal qual ser em eterna busca,

mergulhar na profundidade dos meus pensamentos.

Devaneios, visões alucinantes, épocas distintas.

 

Vejo-me agora, peregrina dos caminhos percorridos.

Vejo-me criança: sonhadora, patética criadora de castelos.

Vejo-me adolescente: muitos sonhos realizados, muitos arruinados,

 posto que, segues incessante, oh Morte!

 

 

Como um rompante, minha mente se decompõe.

Fragmentos espalham-se aleatoriamente no meu tempo;

Antevejo o que na lucidez, do que chamam sensatez,

que a Morte se fez presente.

 

Morrer, renascer para a Vida!

Morrer, partir para a Eternidade!

Não, a Morte não é uma mera passagem.

És tu, oh Morte, passaporte da minha identidade.

 

Prossigo na minha viagem;

Vejo-me adulta e faço a descoberta.

Se não fora tu, Morte das causas perdidas,

Morte dos amores não correspondidos,

Morte dos sonhos impensáveis,

O que seria eu?

 

És tu, oh Morte, minha senha

Para a Vida.

 

29.04.07

Maria Claudete Ferreira Herculano Batista

 

Obs: Este poema faz parte do Livro de Poesia Interativo -Coração de Poeta-

           que estará na Bienal do Livro de São Paulo a realizar-se em Agosto de 2008.

 

                                                                 Comentário , estava  muito fragilizada ao compor este poema, entretanto não enxerguei a Morte como um fim e sim como um recomeço na minha Vida.

Escrito por maria claudete às 07h54
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24/06/2008


Sem Palavras...

                     Sempre fui uma pessoa alegre, loquaz, e contagiante.

Segundo definição de uma pessoa observadora, alguém que pontua!

                     Pois bem, estas “qualidades” parecem incomodar e podem nos colocar

Em situações de constrangimento, quando esquecemos de colocar um “freio” em nosso

Entusiasmo e relaxamos um pouco neste policiamento.

                      Pergunto-me: por que tem que ser assim? Onde fica a autenticidade das pessoas, que necessitam por imposição de uma sociedade permeada pela hipocrisia, ter que fazer parte desse jogo?

                      Não pretendo virar a mesa, mesmo porque, analisando friamente o que aconteceu, até compreendo que o limite de cada um deve ser respeitado.

                      O foco é a percepção, da linha tênue que separa o que pretendemos dizer, daquilo que é “absorvido”por terceiros.

                      E, acreditem, para quem nunca havido vivido a experiência, a explosão

Vinda de quem faz parte do nosso círculo de amizade foi inquietante.

                      Estou tentando digerir o acontecido e com certeza, o aprendizado virá

E lição proveitosa será tirada, afinal nada melhor do que o passar do tempo para nos

Mostrar o caminho a seguir.

 

Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 07h59
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