Blog da Claudete


03/07/2008


Escuridão e Luz...

Escuridão e Luz

 

 

 Na escuridão dos corações dilacerados pela incompreensão

Que se faça luz...

 

Na escuridão das almas que  flutuam sem rumo na imensidão  da dor

Que se faça luz...

 

Na escuridão do desamor que corrói sem  dó o que  restou

Que se faça luz...

 

Na escuridão  dos seres torturados  pela  vaidade do homem

Que se faça luz...

 

Na escuridão  daqueles que usando de força bruta  perseguem

Os que lutam pelos seus ideais

Que se faça luz...

 

Na escuridão  da mente  povoada pelo medo de viver

Que se faça luz...

 

Na escuridão que impede a  liberdade de expressão  e aniquila  a criatividade

Que se faça luz...

 

Na escuridão dos manipuladores dos direitos constituídos

Que se faça luz...

 

Na escuridão dos que  procuram corromper  a vida de uma criança

Que se faça luz...

 

Na escuridão  dos  manipuladores da consciência humana

Que se faça luz...

 

               que se faça luz onde a claridade está sendo aprisionada.” ( Claudete   reportando-se a Pablo Neruda  no poema  :Se cada Dia  cai...)

 

Escrito por maria claudete às 15h25
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30/06/2008


Amor e Loucura....

♥ "Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
F. Nietzsche

 

 

                    Hoje está sendo um dia particularmente feliz para mim. Comecei a indagar-me quais motivos estariam sendo determinantes para o acontecimento.

                    Pois é, estou naquela fase da vida em que a observância de pequenos

detalhes podem dizer tudo.

                     Pela madrugada acordei com o som melodioso, mas estridente, vindo

não sei de e onde, de uma banda tocando músicas de forró;

                     Como não consegui mais “pegar no sono” resolvi sair da cama e brindar o dia que amanhecia com um gostoso café.  Para minha surpresa, a empregada ainda não havia chegado;

                    No meu celular, o toque de torpedo se faz ouvir: a justificativa para a

ausência lá estava. Só que, convém salientar, a  dita cuja  já havia estado ausente , para os festejos juninos , 04 dias.

                    Bem, tive que preparar o desjejum para todos de casa, às pressas, porque o dever me esperava: o trabalho. É... ainda sou contribuinte ativa, apesar de aposentada do Serviço Público.

                    No Consultório entre um atendimento e outro tive que administrar compra de passagens, trecho Recife/Rio de Janeiro/Recife , e... lá vem  a manchete do dia: as passagens haviam aumentado  com tarifas que variavam de 25 a 65%.

                    Pois bem , quem é dona de casa  e mais alguma coisa sabe que os motivos citados seriam o suficiente para tirar qualquer um do sério , inclusive eu.

                     Então é que a frase de F.Nietzsche me fez refletir que alguma coisa em mim havia mudado , e para melhor,  descobri que se olharmos com amor tudo que está nos acontecendo , as coisas começam a fluir  .

                     Não importa se aparentemente é loucura , o que vale são as razões da loucura que nos faz e aos outros felizes

                     De hoje em diante, quero transformar todas as adversidades em momentos de amor.

 

Escrito por Maria Claudete

 

 

 

 

 

    

Escrito por maria claudete às 14h05
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27/06/2008


Morte...

 

 

Fecho os olhos, janelas da minha alma.

Deixo-me, tal qual ser em eterna busca,

mergulhar na profundidade dos meus pensamentos.

Devaneios, visões alucinantes, épocas distintas.

 

Vejo-me agora, peregrina dos caminhos percorridos.

Vejo-me criança: sonhadora, patética criadora de castelos.

Vejo-me adolescente: muitos sonhos realizados, muitos arruinados,

 posto que, segues incessante, oh Morte!

 

 

Como um rompante, minha mente se decompõe.

Fragmentos espalham-se aleatoriamente no meu tempo;

Antevejo o que na lucidez, do que chamam sensatez,

que a Morte se fez presente.

 

Morrer, renascer para a Vida!

Morrer, partir para a Eternidade!

Não, a Morte não é uma mera passagem.

És tu, oh Morte, passaporte da minha identidade.

 

Prossigo na minha viagem;

Vejo-me adulta e faço a descoberta.

Se não fora tu, Morte das causas perdidas,

Morte dos amores não correspondidos,

Morte dos sonhos impensáveis,

O que seria eu?

 

És tu, oh Morte, minha senha

Para a Vida.

 

29.04.07

Maria Claudete Ferreira Herculano Batista

 

Obs: Este poema faz parte do Livro de Poesia Interativo -Coração de Poeta-

           que estará na Bienal do Livro de São Paulo a realizar-se em Agosto de 2008.

 

                                                                 Comentário , estava  muito fragilizada ao compor este poema, entretanto não enxerguei a Morte como um fim e sim como um recomeço na minha Vida.

Escrito por maria claudete às 07h54
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24/06/2008


Sem Palavras...

                     Sempre fui uma pessoa alegre, loquaz, e contagiante.

Segundo definição de uma pessoa observadora, alguém que pontua!

                     Pois bem, estas “qualidades” parecem incomodar e podem nos colocar

Em situações de constrangimento, quando esquecemos de colocar um “freio” em nosso

Entusiasmo e relaxamos um pouco neste policiamento.

                      Pergunto-me: por que tem que ser assim? Onde fica a autenticidade das pessoas, que necessitam por imposição de uma sociedade permeada pela hipocrisia, ter que fazer parte desse jogo?

                      Não pretendo virar a mesa, mesmo porque, analisando friamente o que aconteceu, até compreendo que o limite de cada um deve ser respeitado.

                      O foco é a percepção, da linha tênue que separa o que pretendemos dizer, daquilo que é “absorvido”por terceiros.

                      E, acreditem, para quem nunca havido vivido a experiência, a explosão

Vinda de quem faz parte do nosso círculo de amizade foi inquietante.

                      Estou tentando digerir o acontecido e com certeza, o aprendizado virá

E lição proveitosa será tirada, afinal nada melhor do que o passar do tempo para nos

Mostrar o caminho a seguir.

 

Escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 07h59
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21/06/2008


Recordações de Uma festa de São João...

                                   Era uma bela tarde que prenunciava uma linda noite de São João.

                                   Naquela época remota da minha adolescência, a empolgação já tomava conta da minha vidinha de interior e das amigas e confidentes fiéis.

                                   Planejávamos, confabulávamos  como seria a condução de todos os festejos na véspera e o que faríamos para prolongarmos os momentos vividos no dia consagrado a São João.

                                   A rua principal do lugarejo já estava toda enfeitada com bandeirinhas e balões feitos pelos jovens  e em frente de cada casa estava lá como figura de destaque a fogueira, que seria queimada  pelo dono da casa, religiosamente às 18 horas.

                                  Na sede do Clube local, além da Orquestra de Seu Filemon que ensaiava para tocar à noite, estava também Lau, o sanfoneiro, que nos brindaria com seu  forró incendiador.

                                  Quitutes da época: pamonha, canjica, pé-de-moleque,

Arroz doce, milho assado, milho cozido, maria-mole, quentão, vinho de jenipapo sarapatel também o mungunzá para ser degustado no final da noite entre tantas outras guloseimas.

                                   A nossa preocupação era vestirmos uma bela roupa de matuta dançar a quadrilha e fazer bonito, afinal vinha gente da cidade e da Capital  festejar conosco.

                                    Claro, suspirávamos só de pensar que algum moço bonito poderia olhar para uma de nós, dançar e flertar ( era assim que se falava na época).

                                    Tudo era muito ingênuo e puro, é certo que havia algumas exceções... porém raramente comentadas , por motivos óbvios.

                                     Lembro que ao cair da tarde havia o casamento matuto, os noivos  apropriadamente vestidos vinham numa carroça enfeitada puxada por Jumentos, seguidos pelo cortejo à pé constituído pelo vigário, testemunhas e convidados , percorrendo a rua principal até a  sede do Clube local, onde seria realizado o “casório”.

                                     Era um momento impar! Muito divertido e caloroso e com muito foguetório. Recordo, com carinho e saudade que fui “noiva” de casamento matuto.

                                     Havia uma prevenção contra ser “noiva”, pois se dizia que se a jovem estivesse namorando e o “noivo matuto” fosse outro, o namoro acabaria. Coincidência ou não, meu namorico terminou.

                                     Ao redor da fogueira fazíamos adivinhações e simpatias para sabermos desde quem seria nosso futuro marido até quem ficaria no “caritó”.

                                     Tempos  bons  aqueles, pois trazem felizes recordações.

Aqui, no Nordeste, continuamos com as nossas tradições, os festejos juninos, mesmo mais estilizados ainda representam esta parte da nossa cultura que permanece viva.

                                     Que venha o brasileiro de outras regiões curtir este lado de um País de dimensões continentais de cultura tão diversificada e genuína.

                                     Viva o São João Nordestino!

Escrito por maria claudete às 15h22
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16/06/2008


Exorcizar e Incorporar...

Quando diante do tempo que transcorre

Divago com a mente entorpecida

Buscando e patinando neste nevoeiro

Estou exorcizando...

 

Quando pressinto as brumas se afastando

O nevoeiro se distanciando

A minha mente se energizando

Estou incorporando...

 

Exorcizando mortes prematuras

Exorcizando falta de credibilidade

Exorcizando desamor

Exorcizando a maldade.

 

Incorporando luz

Incorporando Amor

Incorporando Bondade

Incorporando Fé.

 

Diante do tempo me coloco

Diante do templo oro

Diante de Deus imploro

Quero  os males exorcizar

Almejo a caridade incorporar.

 

 Escrito Por Maia Claudete

Escrito por maria claudete às 19h02
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12/06/2008


Selo Blogs Legais do UOl

Fomos agraciados  com este selo do  uol, estamos agradecidos por isso. Procuraremos ser dignos desta  honraria.
Obrigado comunidade de blogueiros do uol.
 
Maria Claudete 

Escrito por maria claudete às 17h32
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09/06/2008


Reflexão para o Dia dos Namorados.

"O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."( atribuida a Mário Quintana)

 

                     Li esta frase em algum lugar. Revendo o conceito cristão de Amor e Perdão, é mais fácil assimilar a sutileza aqui existente. Para amarmos  alguém temos que começar perdoando a nós mesmos nos nossos pequenos ou grandes "pecados" do dia-a-dia. Estou aprendendo que o meu "espelho" , se reflete verdadeiramente   o meu "eu" , é sinal que o Amor está querendo fazer morada em mim.

                              Se sou capaz de ver as minhas falhas , compreendê-las e   aceitá-las,  estarei  apta a perdoá-las . Esta atitude  me fortalecerá , tornando-me uma pessoa melhor com disponibilidade para amar e perdoar!

                              A   frase , acima, neste contexto pessoal realiza este encontro fascinante  entre meu "Eu" e quem pretendo "Ser".

Este  "Alguém" que projetamos no "Outro", reveste-se  do que buscamos  avidamente e, por não conseguirmos olhar verdadeiramente dentro de nós , nos perdemos na procura.

                               Porisso,  encontremos este "Alguém" e vivenciaremos o Amor lindo que nos transformará no melhor que pudermos ser! 

                               

Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 13h30
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01/06/2008


Dificil te Esquecer...

Difícil te Esquecer

 

 

 

Vila interiorana, quinze anos.

Apenas quatro festas por ano,

Somente quatro vestidos novos,

Somente quatro pares de sapato.

 

No lugarejo, apenas uma Igreja.

Apenas, uma Sede Social.

Apenas uma Escola Primária

Apenas um Cinema.

 

E você, meu amor, era apenas,

Um para mim!

Amor platônico, amor escondido.

Amor desiludido.

 

Alô, alô, gritava o locutor.

Enquanto a música tocava,

Atenção as iniciais 10, 17, 19,

Queira ouvir o que alguém

Oferece-lhe com muito amor.                      

 

Quantas recordações

Quanta ingenuidade

Os numerais faziam analogia

As letras do alfabeto encobriam

A magia.

 

Era noite de Natal

A festa de rua prosseguia

Na efervescência de descobrir

A moça da musica oferecida.

 

Era na hora do Baile .

No palanque armado,

que entre uma dança e outra

a descoberta se fazia.

 

Aquele amor perdeu-se no tempo,

não se tornou presente.

mas é uma relíquia

guardada com prazer

porque difícil te esquecer.

 

29/04/07

Maria Claudete Ferreira Herculano Batista

 

Obs. este poema faz parte do livro Coração de Poeta , editado por Marcelo Puglia  lançado  recentemente.

         foi um desafio , pois o tema era ditado por outro poeta participante do Projeto e deveria ser composto de imediato.

         Revive as lembranças de uma juventude feliz  

 

  

 

 

 

 

Escrito por maria claudete às 18h03
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29/05/2008


Ponto Final

Vivi momentos intensos

            Vivi instantes fugazes

            Alegrias, êxtases

            Sofrimentos, tristezas.

 

            Ontem, construí o meu hoje.

            Hoje, vislumbro o meu futuro.

            Futuro, sem nitidez.

            Carcomido e corroído.

 

            Se o Ontem é determinante

            Se o Ontem se traduz em vários

            Paro no tempo

            Recomponho meu momento.

 

            Observo a noite

            Na imensidão da Lua Cheia

            Reina a intensidade de sua luz

            Reverberando minhas dores.

 

            Quão poderosa!

            Quão mágica!

            Na fragilidade da poesia concebida

            Reencontro-me.

 

            Refugio-me na beleza do luar

            Tomo posse do melhor dentro de mim

            Meus corredores se iluminam

            Minha caminhada chega ao fim.

 

 Por maria claudete

29/05/2008

 

 

                       

            

            

           

           

Escrito por maria claudete às 17h07
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23/05/2008


Relembrando Meus 15 anos...

Gif obtida no Google Imagem

 

                     13 de agosto, era um dia como outro qualquer, levantar logo cedo, caminhar 4 km à pé

Por uma estrada bucólica, sem asfalto, lembro bem passando pelo engenho Buranhém , em direção

Ao Colégio Santa Terezinha, em Catende-PE.Eu morava na Usina Roçadinho , zona rural .

                    Seria um aniversário, como outro qualquer, não fosse a data alusiva aos meus 15 anos!

Era comum às mocinhas da época, os preparativos para a grande festa  de ingresso ao mundo da fantasia

Oficializada  que incluía  permissão para namorar e ir aos bailes.

                     Eu não tive festa! Não sei dizer por que, afinal meu pai exercia até uma função de relevância na Usina local, e poderia ter feito uma bela comemoração. Não lembro de ter pedido alguma coisa, a bem da verdade, não recordo que tenha sentido tristeza por isto.

                     Minha mãe, é uma pessoa especial, creio tenha captado certa importância daquela data para mim no futuro. Pois bem, as escondida  convocou as amigas  do dia-a-dia  das idas e voltas para o Colégio, que na volta  me acompanhassem até em casa, pois estaria preparada uma festinha surpresa.

                     Éramos seis, vestidas de normalistas, cansadas, empoeiradas, voltando para casa às 18 horas  de uma noite fria, estrelada  que se revelaria  promissora.

                     Durante o trajeto contávamos estórias desde “comadre fulôzinha” até as fofocas dos namoricos das outras. Não se falava no meu aniversario.

                     Foi, realmente, uma bela surpresa, recordo  tão intensamente aquela noite, que sinto até o cheiro que exalava do pudim de coco, meu preferido, feito com tanto carinho pela minha mãe. Tinha também bolo, crush, biscoitos caseiros, bombons de rapadura, maria-mole, raspa-raspa e confeitos colocados em caixinhas coloridas de papel crepom.

                    Como éramos felizes com tão pouco...

Recordo  Dilza me empurrando para o quarto para que trocasse de roupa  a fim de cortar o bolo e cantar os parabéns. Vesti o vestido branco  do último Natal  e me senti uma verdadeira debutante, nada me faltava.

                   Hoje, entendo  que esta lembrança se perpetuou no fato de nunca deixar “passar em branco”o aniversário de nenhum filho, porém sempre festejado sem grandes badalações.

                   Hoje sou grata à minha Mãe por ter,  na sua sabedoria, me mostrado que a verdadeira comemoração é a que se faz entre amigos e não com uma multidão anônima.

                   Confesso das minhas  três filhas, apenas uma comemorou em grande estilo seus 15 anos, grande festa Temática, muitos convidados, grande Buffet, música, valsa, tudo que tem direito, até inúmeros penetras...

                   O que restou? Álbuns de fotografia, filmagem  e pouquíssimos que  ela possa chamar de amigo. O mundo mudou ou mudaram a pessoas?

                    Não sei... Mas com certeza, posso afirmar que não tive fotografias nos meus 15 anos, mas as amigas daquela época são fotos impressas na minha memória afetiva. A vida nos levou por caminhos distintos, mas a amizade permanece a mesma. Dilza, não me esquece, Beatriz, sou madrinha de sua primeira filha, Izailda, a mais próxima de mim, tornou-se uma bem sucedida empresária na área contábil, Célia, Advogada  e muito querida, Valdete, casou-se e ficou viúva do meu melhor amigo da faculdade.

                    Nossa amizade não se perdeu no tempo...

Estas lembranças me mostram que  valeu a pena  a minha festa particular de 15 anos.

 

escrito por Maria Claudete

Escrito por maria claudete às 00h06
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12/05/2008


Ser Mãe ...Estar Mãe.

Hoje como nunca antes,

Ser Mãe...

Quando acima dos preconceitos estabelecidos.

Estar Mãe...

Quando sufocando seu coração abandona seu filho.

Ser Mãe...

Quando vencendo as intempéries é acolhedora.

Estar Mãe...

Quando se deixando levar pela vaidade diz não ao aleitamento.

Ser Mãe...

Quando sabe renunciar em favor de seu filho.

Estar Mãe...

Quando egoisticamente não deixa seu filho ser livre.

Ser Mãe...

Quando é sempre um porto seguro.

Estar Mãe...

Quando não sabe partilhar.

Ser Mãe...

Quando usa de sensatez nos momentos de indecisão.                                                                                      

Estar Mãe..

Quando quer impor suas razões.

Ser Mãe...

Quando o coração mesmo magoado sabe sempre perdoar.

Estar Mãe...

Quando perde a capacidade de dialogar.

Ser Mãe...

Quando põe em risco sua vida para que seu filho venha ao mundo.

Estar Mãe...

Quando  se dizendo mãe tira a vida do seu filho.

 

Ser  Mãe é amar sem data, sem hora marcada,sem limites,

Pelo simples fato de ter nascido para Ser Mãe.

 

Ser Mãe independe de laços de sangue, porque Ser Mãe é vocação!

 

Que todas as Mães exerçam o Ser Mãe,

Nunca, Estar Mãe!

 

                      Homenagem de Maria Claudete ao Dia da Mães.

Escrito por maria claudete às 11h53
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03/05/2008


Dança da Vida -2

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balões. fotosearch 
- busca de fotos, 
imagens e clipart

 Fotos obtidas do Google Imagem

 

                                          Hoje, 03/05/2008, o Blog da Claudete completa dois anos de existência!

  Existência? Por que não dizer VIDA?

                                          Sim, creio que possamos existir, porque aqui estamos: pessoas, fauna, flora... sem, todavia

 Sermos VIDA em toda sua pulsatividade  e esplendor!

                                          No decorrer deste segundo ano de Blogueira  procuramos  ser fiel ao que nos propusemos,

dentro do que nos foi permitido extravasar em prosa e versos , e, consequentemente  sermos pelo menos “pulsátil”

.                                         Aqui  encontrei a melhor forma de reconstrução da minha maneira de ser